O aumento da circulação de conteúdos sobre saúde mental nas redes sociais tem ampliado a prática do autodiagnóstico relacionado ao transtorno do espectro do autismo (TEA), especialmente entre jovens. Vídeos curtos com listas de comportamentos e experiências comuns favorecem processos de identificação pessoal que, em alguns casos, passam a ser interpretados como confirmação de diagnóstico, embora a avaliação clínica permaneça necessária.
Revisão Sistemática e Desinformação em Saúde Mental Online
Uma revisão sistemática publicada em 2026 no Journal of Social Media Research, conduzida por pesquisadores da University of East Anglia em parceria com a Mental Health Norfolk and Suffolk NHS Foundation Trust, analisou 27 estudos e 5.057 postagens sobre saúde mental e neurodivergência nas redes sociais.
O levantamento identificou variação de 0% a 56,9% na prevalência de desinformação, com desempenho inferior em conteúdos de plataformas de vídeo curto.
Análise de Conteúdo sobre Autismo em Redes Sociais
Outro estudo citado na revisão, publicado no Journal of Autism and Developmental Disorders por pesquisadores da Claremont McKenna College, University of California e A.J. Drexel Autism Institute, avaliou vídeos com a hashtag #Autism em uma rede social e constatou que apenas 27% do material informativo era considerado preciso, enquanto 41% apresentavam imprecisões e 32% foram classificados como generalistas.


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